História

HISTÓRICO  DO MUNICÍPIO  DE  IPIAÇU-MG          

Em 1935, veio para esta zona um Senhor por nome BENEDITO WALDEMAR DA SILVA, baiano de Caitité, que comprou uma gleba de terras na Fazenda Fundão, de propriedade do Senhor Aristides de Souza, começando então a COLÔNIA DOS BAIANOS.

Abriu-se imediatamente um Grupo Escolar Municipal de Ituiutaba e uma farmácia para socorrer os primeiros moradores.

Em 1945, um senhor por nome de José Augusto de Melo trouxe da cidade de Ituiutaba, o vigário daquela paróquia para uma festa em sua fazenda, implantado nesta ocasião em suas terras, um pesado cruzeiro de madeira sendo o mesmo logo após transferido para a Colônia, dando idéia ao Senhor Benedito Waldemar da Silva, de lotear os seus 2 (dois) hectares de terras. Isso aconteceu em 1946, recebendo o nome de IPIAÇU, nome dado pelo Senhor Durval Godinho, médico e que também era baiano.

Ipiaçu, nome tupi-guarani, que quer dizer “Fundão”  (Cidade a beira do grande rio). E assim foi um distrito de Ituiutaba e instalado o Cartório de Paz, tendo como tabeliã, a Sra. Maria Adelina de Andrade e Souza.

Mais tarde com o desenvolvimento do distrito e desbravamento destas férteis terras do VALE DO PARANAIBA       , foi construído um grande cemitério público. Logo após, com o esforço deste povo humilde e trabalhador foi construída a Capela em bom tamanho, onde funciona a Paróquia de Nossa Senhora da Aparecida e Mártir de São Sebastião.

O distrito foi criado por força da Lei de 1.039 de 12 de Dezembro de 1953 com território desmembrado do distrito sede de Ituiutaba.

Em 1954, no dia 24 de Dezembro, veio a falecer o Sr. Benedito Waldemar da Silva, vítima de distúrbio cardíaco. Com o doloroso golpe e já cansada, a viúva do grande líder Dona Mariana Capanema da Silva, vendeu o restante de suas terras ao Senhor Abílio Martins de Andrade Souza. Mais tarde estas foram anexadas com outros loteamentos do comprador Sr. Examor Capanema de Oliveira, continuando assim o progresso de Ipiaçu.

 

  • FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Havendo o número legal de casa exigidas pelo Estado, deu-se a emancipação político administrativa em 30 de Dezembro de 1962, pela Lei Estadual  Nº 2.764, no Governo do Dr. José Magalhães Pinto e instalado em 1º de Março de 1963, só funcionando a partir de 1º de Setembro do mesmo Ano com a posse do 1º Prefeito Eleito Sr. JOSÉ OLYNTHO FERREIRA, nas eleições de 30 de Junho de 1963 e conseguido o Vice-Prefeito Sr. WANDER ALVES PARANAIBA e a Câmara de Vereadores composta dos Senhores:

JOSÉ CAETANO DA FONSECA, SILVIO EMIDIO PEREIRA, ARNALDO PEREIRA DE OLIVEIRA, ALCEU ANTONIO PEREIRA, PAULO GONÇALVES, ABÍLIO ALVES DE CARVALHO, JOÃO FRANCISCO DA COSTA , NORBERTO FIDÉLIS DE OLIVEIRA  e como Juiz de Paz o Sr. DELCIDES FELIPE DOS SANTOS.

Com as eleições de 15 de Novembro de1966, foi eleito o 2º Prefeito o Sr. FRANCISCO SIGUENOBU YUZUKI, e o Vice-Prefeito o Sr. EURIDES UMBELINO FERREIRA, ficando a Câmara de Vereadores assim constituída:

Srs. PAULO EDUARDO FERREIRA, DANIEL FRANCO MARTINS NETO, DIVINO JOSÉ DE ANDRADE, GERALDO JOSÉ DE MELO, LINDOMAR GONÇALVES SANTANA, DENIZAR RIVAIR DOS SANTOS, JOSÉ SOARES FILHO, JOÃO LACERDA DE PAULA e JOSÉ CIRO BATISTA, sendo eleito para Juiz de Paz o Senhor JULIO SILVESTTRE DA ROCHA .

 

Em 15 de Novembro de 1970 foi eleito o 3º Prefeito de Ipiaçu, tomou posse no dia 1º de Fevereiro de 1971 o Sr. GIOVANI GOMES DE ARAÚJO e o Vice-Prefeito Sr. DOMINGOS MORO SOBRINHO. E para a nova  Câmara foram eleitos os seguintes vereadores:

JOSÉ CAETANO DA FONSECA, ABEL BERNARDES DOS SANTOS, DEMERVAL WALDEMAR DA SILVA, WANDER ALVES PARANAIBA, EURIDES UMBELINO FERREIRA, JOSÉ HENRIQUE SOBRINHO, GLECIO RODRIGUES QUEIROZ, JOSÉ CAMPOS COIMBRA e OLAVO ALVES VILELA.

Com o resultado das eleições de 15 de Novembro de 1972. Tomou posse pela a 2ª vez no dia 31 de Janeiro de 1973 o 4º Prefeito de Ipiaçu o Sr. JOSÉ OLYNTHO FERREIRA e o  Vice-Prefeito, o Sr. IRACIDES DUTRA DA SILVA. Os eleitos para a Câmara Municipal foram os Senhores:

ALBERTO BUIATE, ANTONIO CELSO DE OLIVEIRA, LINDOMAR GONÇALVES SANTANA, ROVILIO RIZZA, FRANCISCO SIGUENOBU YUSUKI, JOAQUIM VITORINO FILHO, EURIDES SEVERINO DA COSTA, JOSÉ HENRIQUE SOBRINHO, WALDOMIRO RODRIGUES SANTANA. Com o afastamento dos vereadores Antonio Celso de Oliveira e Francisco Siguenobu Yusuki, tomaram posse os suplentes: DIVINO JOSÉ DA LUZ, RAUL FERREIRA DE ASSIS e para o lugar do Senhor EURIDES SEVERINO DA COSTA, tomou posse o Senhor JOSÉ CAMPOS COIMBRA.

Em 09 de Agosto de 1976, tomou posse o Vice-Prefeito o Sr. IRACIDES DUTRA DA SILVA      em face da vacância do cargo, provocada pela morte trágica em um acidente automobilístico do Prefeito JOSÉ OLYNTHO FERREIRA e seu ex-Presidente da Câmara ANTONIO CELSO DE OLIVEIRA, que também exercia o cargo de Presidente da extinta ARENA. Assim o Sr. IRACIDES DUTRA DA SILVA passou a ser o 5º PREFEITO  de Ipiaçu, administrou 5 meses, com a responsabilidade de concluir as obras que o Sr. José Olyntho Ferreira planejara.

Em 02 de  Fevereiro de 1977, tomou posse o 6º PREFEITO  de Ipiaçu, o   Sr. DOMINGOS MORO SOBRINHO, com resultado das eleições de 15 de Novembro de 1976, e com ele o Vice-Prefeito, o Sr. JOAQUIM VITORINO FILHO, e a Câmara de Vereadores composta dos seguintes membros:

ALBERTO BUIATE, AGNALDO RAMALHO DA SILVA, DEMERVAL WALDEMAR DA SILVA, CARLOS ANTONIO ALVARENGA, JOÃO DUTRA PEREIRA, JOSÉ HENRIQUE SOBRINHO, PAULO ANTONIO MATEUS, WALDOMIRO RODRIGUES SANTANA, JOÃO BATISTA DE SOUZA.

Com as eleições de 15 de Novembro de 1982, tomou posse o PREFEITO, os destinos de Ipiaçu passaram a serem dirigido pela 2ª vez pelo Prefeito eleito o Sr. GIOVANI GOMES DE ARAUJO, tendo como Vice-Prefeito  o Sr. JOÃO VITORINO DA SILVA. Ficando a Câmara composta dos seguintes Vereadores:

ALBERTO BUIATE, AGAIR GONÇALVES DE CAMPOS, CARLOS ANTONIO ALVARENGA JÚNIOR, IRENE THEODORA DE OLIVEIRA, JEFERSON ANTENOR MOTA, NORBERTO FIDELIS DE OLIVEIRA, ODAIR GAIÃO, PROTÁZIO CAETANO FILHO E URBINO CAPANEMA DA SILVA.

Em 1º de Janeiro de 1989, assume a Prefeitura de Ipiaçu o Prefeito o Sr. AGNALDO RAMALHO DA SILVA, e como Vice-Prefeita a Sra. IRENE THEODORA DE OLIVEIRA. Para a Câmara foram eleito os seguintes Vereadores:

GILBERTO FERREIRA MORO, VAGNER LUIZ RAMALHO SILVA, URBINO CAPANEMA DA SILVA, DELCIMAR VITORINO DA SILVA, CARLOS ANTONIO ALVARENGA JÚNIOR, JOSÉ MILTON DA SILVA, ASSIS TONACO DA SILVA, JOSÉ ANTÔNIO DE OLIVEIRA.

Em 1º de Janeiro de 1993, assume a Prefeitura de Ipiaçu, o Dr. SAMIR PALIS  o  9º PREFEITO, eleito nas eleições de 15 de Novembro de 1992, tendo como Vice-Prefeito o Sr. EURÍPEDES PORFIRO MARTINS e ficando a Câmara Municipal composta com os seguintes vereadores:

GILBERTO FERREIRA MORO, VAGNER LUIZ RAMALHO SILVA, URBINO CAPANEMA SILVA, JOSÉ ANTONIO OLIVEIRA, DEMERVAL WALDEMAR DA SILVA, GETÚLIO GAMA, MARIA TEREZINHA CHAVES LEONEL, MANOEL MARCULINO DOS SANTOS e MARIA DO CARMO DIAS GAIÃO.

Com o resultado das eleições de 15 de Novembro de 1996 foi eleito o 10º PREFEITO de Ipiaçu, URBINO CAPANEMA JÚNIOR com o Vice-Prefeito GILBERTO FERREIRA MORO, com a posse no dia 1º de Janeiro de 1997, acompanhado dos seguintes Vereadores eleito:

ANGÊLA REGINA ALVARENGA, ASSIS TONACO DA SILVA, DIVINO ALVES DA COSTA (BILA), ELIZEU FRANCELINO DE OLIVEIRA, JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA, JORGE LUCIO FERREIRA, MARCOS ANTONIO DE AZEVEDO, TEÓFILO CAETANO DA FONSECA, ULYSSES FREITAS CAPANEMA.

Para as eleições de 15 de Novembro de 2000 foi candidato à reeleição o prefeito URBINO CAPANEMA JÚNIOR, sendo reeleito.

Então em 1º de Janeiro de 2001 tomou posse pela 2ª vez o 11º PREFEITO de Ipiaçu o Sr. URBINO CAPANEMA JÚNIOR e o seu Vice-Prefeito WAGNER ALVES PARANAIBA. Para a Câmara Municipal foram eleito os Vereadores:

ALVANETE MARIA DE OLIVEIRA SANTANA, ANTONIO CELSO DE OLIVEIRA JÚNIOR, CARLOS ANTONIO ALVARENGA JÚNIOR, DION SÉGIO RAMALHO SILVA, DIVINO ALVES DA COSTA (BILA), ELIZEU FRANCELINO DE OLIVEIRA, MARCOS ANTONIO DE AZEVEDO, SEBASTIÃO PEREIRA DUTRA, VALDERICO PEREIRA DE ANDRADE.

Com o afastamento dos vereadores CARLOS ANTONIO ALVARENGA JÚNIOR, (que na gestão atuou como Secretário  de Saúde) e o Sr.ELIZEU FRANCELINO DE OLIVEIRA (atuou no cargo de Chefe de gabinete), atuou na Câmara os Suplentes:

ASSIS TONACO DA SILVA E ULYSSES FREITAS CAPANEMA. Atuou também no período de 03(três) meses o Suplente LEANDRO LUÍS DE OLIVEIRA.

 

  • LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO:
    • ESTADO: Minas Gerais (MG)
    • ZONA FISIOGRÁFICA: Triângulo Mineiro
    • MICRORREGIÃO: Uberlândia
    • ÁREA: 443 Km2 (distância 750Km2 de Belo Horizonte)
    • LIMITES:
  • Ao Norte: Estado de Goiás
  • Ao Sul: Gurinhatã
  • A Oeste: Santa Vitória
  • A Leste: Ituiutaba
    • MAPA DO MUNICÍPIO: Anexo 1

 

  • A CIDADE: Aspectos Físicos

 

ESTATÍSTICA:

A ÁREA de Ipiaçu é de 443 Km2. A ALTITUDE é de 450 metros,  a LATITUDE 50º N , LONGITUDE: 18º, 42 Sul, distrito único.

 

  • A CIDADE : Aspectos Humanos:

 

POPULAÇÃO TOTAL: 4.027 habitantes

 

POPULAÇÃO URBANA: 3.512 habitantes

 

POPULAÇÃO RURAL: 515 habitantes

 

  • A CIDADE: Aspecto Religioso

 

RELIGIÕES:

 

  • CATÓLICA

 

  • EVANGÉLICA

 

TOPOGRAFIA

Terras planas com planos baixos de 80% e de planos médios amarrados de 20%.

 

LOCALIZAÇÃO:

Ipiaçu localiza-se no TRÂNGULO MINEIRO, entre os municípios de GURINHATÃ, SANTA VITÓRIA e ITUIUTABA. Faz limite interestadual com GOIÁS, confrontando-se com os municípios de ITUMBIARA e QUIRINÓPOLIS, cuja ligação se faz por estradas secundárias. Transpõe estes limites através da balsa do Gouveinha, Ipiaçu-Quirinópolis, transpõe-se o Rio Tijuco para o Município de Santa Vitória, através da Balsa do Vau do Cerradão.

 

FERTILIZAÇÃO DO SOLO:

A fertilização do solo é de 5% de baixa fertilidade, 15% de média fertilidade e 80% de boa fertilidade.

 

HIDROGRAFIA:

Ipiaçu é banhado por 02 rios. O Rio Paranaíba, correndo de Leste para Oeste e depois de Norte para Sul, forma o limite Norte do Município ligando Minas Gerais com o Estado de Goiás, cuja ligação se faz através da Balsa do Gouveinha. Ele apresenta meandros ângulos e várias ilhas ao longo de seu percurso.

Seu tributário o RioTijuco, que possui uma direção Sudoeste – Noroeste,por sua vez constitui o limite Sul do município e liga Ipiaçu / Santa Vitória, através da Balsa Vau do Cerradão.

Os principais afluentes do Rio Paranaíba, correndo do Sul para o Norte são os Córregos do Buriti, da Limeira, da Lagoa e da Cangalha.

Desaguando no rio Tejuco e correndo do Norte para o Sul encontram-se os Córregos do Barreirão (que recebe as águas dos Córregos do Milho Azedo e do Papagaio), do Buracão, do Mutum, Seco e Pontal.

Diversas represas construídas, ajudam a conservar a irrigação natural. Citando os principais: 07 represas na Fazenda Porongaba, 02 represas na Fazenda do Sr. Manoel de Paula Paiva, 01 represa na Fazenda Pontal, e outras espalhadas por todo o município, totalizando em 15 represas.

 

 

 

 

QUADRO NATURAL

Geologicamente, o Município é formado, em seus extremos Norte, Oeste, Sul, pelos basaltos Serra Geral, do Grupo São Bento, datados do Cretácio Inferior (Mesozóico). Estas rochas e seus solos derivados, no entanto, foram quase totalmente submersos pelas águas do Rio Paranaíba, após a construção da Represa de São Simão. Na porção central e leste do município ocorre uma cobertura cenozóico-térciaria for sedimentos (aluviões e conglomerados) retrabalhados da Formação Bauru e dos basaltos (Instituto de Geociências Aplicadas – IGA Mapa Geológico do Estado de Minas Gerais, 1976).

Do ponto de vista morfoclimático, a ação dos processos químicos e mecânicos e atenuada, em função da alternância de uma estação chuvosa (verão) e outra seca (inverno). Durante o verão, úmido, predominam os processos químicos de intemperismo e, durante o inverno, seco os processos mecânicos.

Morfoestruturalmente, o município esta inserido no Domínio de Relevos Modelados em Rochas Sedimentares, pertencentes ao Planalto Ocidental Paulista. O relevo é formado por chapadas e chapadões de topos quase planos, que funcionam como interflúvios. Esses topos aplainados evidenciam uma ação bastante eficaz de processos mecânicos que atuaram, no passado, sobre o pacote de rochas sedimentares horizontais característicos de todo o Triângulo Mineiro. As porções mais elevadas são encontradas a Sudeste, onde se localiza o ponto mais elevado do município (565m), a montante da cabeceira do Corguinho Canga.

As vertentes são extensas, de retilíneos a cancavas, e apresentam uma declividade pouco acentuada o que confere ao relevo um aspecto ondulado, interrompido ocasionalmente, por algumas chapadas tabuliformes. Algumas vezes, como próximo à sede do município, o contato com o topo das chapadas e as altas das vertentes e feita em rupturas declive, acentuando o aspecto tabular que o relevo apresenta. Essas encostas são recobertas por um manto de alteração espessas produto do grande intemperismo provocado pelo clima atual, que e mais úmido.

Os vales são abertos e pouco encaixados. As diferenças altimetricas entre os topos das chapadas e os fundos dos vales não são, em geral, muito grandes. As menores altitudes do município são encontradas ao longo do Rio Paranaíba que, próximo ao antigo Retiro da Fazenda Santa Luzia, atingem somente 403m. As áreas ainda mais baixas, situadas nas costas entre 370e 390m, foram cobertas pelas águas do Rio Paranaíba, após a construção da Represa de São Simão.

Embora o clima atual favoreça o trabalho erosivo das águas da chuva e da drenagem, o município conta com índices bastante baixos de atuação de erosão e de movimentos de massa. Contribuem para isto a baixa declividade das vertentes, os índices elevados da infiltração da água da chuva e a aplicação de práticas agrícolas de contenção e erosão.

A erosão em lençol ocorre de maneira mais acelerada somente nas vertentes onde a cobertura vegetal é baixa e dispersa, como naquelas das regiões de Lagoinha, Buracão e Vertentes e nas voltadas para o Córrego da Barreira.

Os sucos migratórios provocados pela incisão das águas da enxurrada então, em geral, restritos as áreas de pastagens, nas encostas com rupturas mais acentuadas de declive, como acontece nas meias e baixas vertentes da região do Barreirão e ao longo dos Córregos da Lagoa, Buriti e Corguinho do Canga.

Os ravinamentos são raros e estão restritos as vertentes das regiões do Barreirão, Ventania e Buracão ao Norte do Município.

Pequenos deslizamentos superficiais, causado pela ação do gado são encontradas nas pastagens acompanhando o vale do Córrego do Barreirão, a montante do Corguinho do Canga, e nas vertentes das regiões do Buracão e Ventania.

Para todas estas áreas, recomenda-se a adoção de medidas de contenção e recuperação do solo. Nas vertentes de ruptura ou declives mais acentuados, deve-se optar pela a intercalação das pastagens por uma cobertura vegetal mais afetiva, eliminando-se o pisoteio.

Nas pastagens com problemas de erosão em canais (sulcos), aconselha-se à utilização do plantio em curva de nível, além de limitar-se o número de cabeças por hectare.

Predominam no Município os lotissolos vermelho-escuros, formados a partir da decomposição dos sedimentos areno-argilosos da Formação Bauru, e ocupados anteriormente pelo cerrado tropical subcaducifólio e pelo cerradão. Esses solos são característicos de relevo aplainado ou suavemente ondulado. Os latossolos roxox, que ocupavam os terrenos quase planos ou suavemente ondulados do vale do Rio Paranaíba, foram quase totalmente submersos, mas ocorrem nas áreas próximas a esse vale e ao longo do vale do Rio Tijuco. São solos profundos originados da alteração do basalto, e eram cobertos predominantemente pelo cerradão e pela floresta tropical subcaducifólia. Algumas manchas de solos podizólicos vermelho – amarelo são encontrados a Sudeste do município.

O clima de IPIAÇU é quente e úmido, do tipo AW, segundo a classificação de Koppen. As temperaturas médias dos meses mais frios em torno de 29,4.C, e as temperaturas médias dos meses mais quentes estão em torno de 29,9.C. Sendo a temperatura média anual de 23,4.C.

As chuvas estão muito concentradas no semestre outubro-março que recebe em média, 85% de total anual médio de 1.400 a 1.500mm. Essa concentração e as altas temperaturas são responsáveis pela ocorrência de um período de deficiência, seguido por outro de excesso de água no solo.

A deficiência resulta da diferença entre a evapotranspiração potencial (quantidade de água cedida pelo solo e pelas plantas, se não houvesse restrição hídrica) e a evapotranspiração real.

O excedente indica, teoricamente, a água que escoa horizontal e verticalmente após a saturação do solo.

Em Ipiaçu o déficit anual ocorre de maio a setembro e está em termo de 250mm. Outubro e Novembro são os meses em que há reposição de água no solo. O excedente anual, cerca de 400mm, ocorre de dezembro a março.

A vegetação original da área constituída principalmente pelo cerrado e secundariamente pelo cerradão (floresta xermefa), floresta tropical subcadufifólia, matas, galerias e pelas veredas caracterizadas pela acentuada predominância do buriti. A grande expansão agropastoril vivida pelos municípios do Triângulo Mineiro alterou profundamente a vegetação primitiva. A maior parte dos antigos ecossistemas (comunidades bióticas – plantas e animais – resultantes da interação dos componentes físicos e biológicos do meio ambiente) foram, em grande parte, degradados ou extintos. A ocupação não seletiva de todo o município por atividades que conduzem a uma intensa ocupação do solo, num período curto de tempo, eliminou um trabalho que a natureza levou centenas e até milhares de anos para concluir. Esses ecossistemas constituem o resultado de adaptação e interações processadas ao longo do tempo, gerando fauna e flora próprias, como acontecia nos domínios das matas tropicais, dos cerrados, cerradões, veredas e mata galeria. Estes elementos são de equilíbrio ambiental, responsável pela manutenção de um fluxo constante de água todo ano.

Restam ainda no município remanescente da antiga cobertura ocorrem sob forma de manchas isoladas, como nas proximidades da sede urbana: de capões de cerrado, como os que encontrados na região da Vertentinha: de matas galerias abertas, como ao longo do Córrego da Lagoa, de veredas já degradadas, como a montante dos Córregos Limeira da Lagoa e Corguinho. Esses remanescentes, mesmo alterados, deveriam ser preservados, sob a degradação ecológica se tornar irreversível no município.